A evolução da iluminação no Brasil: das velas de sebo às lâmpadas de LED

A luz é essencial para o desenvolvimento social e econômico da população. Quando utilizada de forma eficiente e racional, a iluminação pública favorece a cidade em vários aspectos, como no turismo, no comércio e na segurança. Há quase uma década a Ultraluz faz parte da história de evolução da iluminação no Brasil – desde que começou a trabalhar em sistemas de iluminação mais eficientes e inteligentes.

No ano em que a Independência do Brasil completa 194 anos, nada mais justo que contar a história da iluminação no país. Pode ser difícil imaginar viver em um mundo sem iluminação apropriada quando usufruímos de luminárias super potentes em casa, e utilizamos a luz não só em sua função primordial, mas também como adorno e decoração. Mas você acredita que os grandes centros urbanos, hoje completamente iluminados, já foram obrigados a anoitecer sob a luz de velas de sebo e gordura?

No século XIX, reconhecendo a necessidade da iluminação pública, algumas cidades brasileiras passaram a ser iluminadas com lâmpadas de óleo de baleia. Em 1794, as ruas do Rio de Janeiro eram repletas de luminárias mantidas com óleos vegetais e de animais. Mas foi só em 1830, que a prefeitura de São Paulo acolheu a responsabilidade pelo provimento da iluminação pública, contratando funcionários para acender os vários lampiões espalhados pela cidade, quando a noite chegava.


Independência do Brasil

O ato realizado em 7 de setembro de 1822 marcou a história do país, que veio a se tornar livre da colonização e ter sua autonomia política reconhecida. Desde então, o Brasil pôde se preocupar em produzir para crescer e investir em recursos que melhorariam a vida das pessoas, como por exemplo na iluminação pública.

A iluminação ineficaz resultava em uma série de problemas de segurança para pedestres que precisavam transitar à noite. Sem falar das atividades cênicas, dos eventos de comemoração e das festas nas cidades. A iluminação precária impedia que alguns eventos de acontecerem no período da noite, por isso, era de extrema importância aproveitar o brilho do sol. Isso explica porque na idade média os dramas litúrgicos aconteciam nas igrejas – espaços que ostentavam imensos vitrais.

Em 1879, Dom Pedro II permitiu que Thomas Alva Edison trouxesse ao Brasil seus aparelhos e descobertas na utilização da eletricidade para trabalhar na iluminação pública. Logo depois inaugurou na Estação Central da Estrada de Ferro Dom Pedro II – atual Central do Brasil – a primeira instalação de iluminação elétrica permanente.

Das velas de sebo às lâmpadas de LED

A cidade de Campos, no Rio de Janeiro, foi a primeira do Brasil a ter luz elétrica nas ruas (em 1883), e no final do século XIX, a luz elétrica já era uma realidade dos grandes teatros mundiais. Até a década de 1960, a iluminação de vias públicas era feita com lâmpadas incandescentes. Em alguns lugares utilizava-se as lâmpadas fluorescentes.

Depois, as lâmpadas de vapor de mercúrio (brancas) ganharam espaço na iluminação das cidades e, por volta dos anos 1990, as lâmpadas de vapor de sódio (amarelas) começaram a iluminar os postes e luminárias. Já no século XXI, as lâmpadas de vapor metálico (brancas) e as lâmpadas de LED (brancas) são as mais utilizadas em iluminação de vias e fachadas

Atualmente as lâmpadas de LED representam praticidade e eficiência na iluminação de fachadas, vias públicas e monumentos das cidades. As lâmpadas brancas frias têm maior capacidade de produzir lumens, se comparadas às quentes. Por isso, são ideais para locais que pedem uma iluminação forte e estimulante. Outro fator de vantagem na escolha dos produtos LED é a economia. Conhecida como a lâmpada do futuro, ela reduz de 50% até 90% o consumo de energia elétrica e, ao contrário de outras lâmpadas, transforma mais de 80% da energia consumida em luz em vez de calor.

Outras datas importantes no processo evolutivo da iluminação no Brasil

1879 – Thomas Edison fabricou sua primeira lâmpada. Era incandescente com filamento de carbono;
1881 – Primeiro trecho de iluminação externa pública do Brasil foi instalado na atual Praça da República, no Rio de Janeiro, pela Diretoria Geral dos Telégrafos;
1883 – Começou a operar a primeira usina hidrelétrica no país, localizada no afluente do Rio Jequitinhonha, na cidade de Diamantina;
1889 – A primeira hidrelétrica de grande porte do Brasil entra em operação, pertencente ao industrial Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora, Minas Gerais;
1897 – Às vésperas da inauguração da cidade, Belo Horizonte ganha seu serviço de iluminação elétrica;
1892 – Primeira linha de bondes elétricos instalados em caráter permanente é inaugurada no Rio de Janeiro;
1903 – Congresso Nacional aprova o primeiro texto regulando o uso de energia elétrica no Brasil;
1913 – A Usina Hidrelétrica Delmiro Gouveia, primeira do Nordeste, entra em operação;
1921 – Foi inaugurada no Brasil a primeira fábrica de lâmpadas do país;
1963 – Usina hidrelétrica de Furnas entra em operação – na época, a maior do Brasil;
1997 – Criada a Eletrobras Termonuclear S.A. – ELETRONUCLEAR, empresa responsável pelos projetos das usinas termonucleares brasileiras, e constituída a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, órgão regulador do setor de energia elétrica;
2003 – Governo Federal lançou o programa “Luz para todos” com a intenção de fornecer energia elétrica para 12 milhões de brasileiros que não tinham acesso ao serviço – a maior parte residente em área rural.

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